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TIRA-DÚVIDAS

Como morar na Espanha sendo brasileiro

Tudo o que você precisa para morar na Espanha sendo brasileiro, sem rodeios: aluguel sem holerite, vistos, NIE, empadronamiento e as melhores cidades. As dúvidas mais comuns de quem vai morar na Espanha, respondidas com honestidade pela Aterriza España.

Por Suelen Miranda · Product Owner da Aterriza España

Brasileira na Espanha. Mais de 100 famílias confiaram em mim para começar a nova vida aqui — a próxima pode ser você.

Atualizado em junho de 2026

As perguntas mais frequentes

Dá para alugar na Espanha sem holerite espanhol? +
Sim, dá — mas é honestamente a maior dificuldade de quem acaba de chegar, e vale a pena entender por quê. O proprietário espanhol não te conhece, não consegue confirmar a sua renda num holerite local nem consultar o seu histórico de pagamentos na Espanha; diante dessa incerteza, o caminho mais fácil para ele costuma ser dizer não. A boa notícia é que isso se resolve com preparação, e não com sorte. O que destrava o aluguel é um perfil sólido e bem apresentado: comprovação de poupança, a renda que você recebe no seu país e, cada vez mais, um seguro-fiança — uma apólice que cobre o proprietário caso o inquilino deixe de pagar e que dá a ele a tranquilidade que falta. É justamente esse dossiê que montamos na Aterriza: organizamos a documentação, deixamos o aluguel fechado e o seguro-fiança aprovado antes de você embarcar, para que você chegue com as chaves na mão. E quando o caso parece impossível — sem holerite, sem histórico, ninguém disposto a alugar —, é exatamente aí que está a nossa especialidade: temos caminhos e proprietários parceiros para conseguir, e explicamos cada passo na consulta.
O que é o seguro-fiança e por que os proprietários pedem? +
O seguro-fiança é uma apólice contratada para garantir o aluguel: se o inquilino deixar de pagar, a seguradora cobre o proprietário, que recupera o seu dinheiro sem precisar ir à Justiça. Para o proprietário, é a diferença entre confiar ou não em alguém que ele não conhece — e por isso virou quase um padrão ao alugar para estrangeiros recém-chegados. Para você, ter esse seguro aprovado costuma ser exatamente a peça que falta: é o que transforma um perfil sem holerite espanhol num inquilino que o proprietário aceita com tranquilidade. A aprovação não é automática; a seguradora analisa a sua renda e a sua documentação, e é aí que um dossiê bem montado faz diferença. Na Aterriza cuidamos desse processo do início ao fim e deixamos o seguro aprovado antes da sua chegada, para que ele nunca seja o motivo de um aluguel cair na última hora.
Que documentos um proprietário pede a um estrangeiro para alugar? +
O proprietário quer, no fundo, responder a uma única pergunta: este inquilino vai pagar todos os meses? Por isso pede documentos que comprovem identidade e capacidade de pagamento. O habitual é passaporte ou NIE, comprovante de renda ou de poupança e, cada vez mais, o seguro-fiança. Como você não terá um holerite espanhol logo de cara, o peso recai sobre o resto: o saldo e o histórico da sua conta, a renda que você recebe no seu país (com extratos ou contrato de trabalho) e a solidez com que tudo isso é apresentado. Um maço de papéis soltos e em português assusta; um dossiê traduzido, organizado e coerente passa confiança. É essa tradução do seu perfil para a lógica do proprietário espanhol que fazemos na Aterriza: reunimos, traduzimos quando é preciso e apresentamos a sua documentação para que você seja visto como o inquilino confiável que é.
O que é o visto de nômade digital e que renda é preciso comprovar? +
É o visto pensado para quem trabalha remotamente para empresas ou clientes fora da Espanha — o caso típico de quem é assalariado de uma empresa estrangeira, freelancer com clientes internacionais ou sócio de um negócio sediado no exterior. A grande vantagem é que ele permite morar legalmente na Espanha mantendo a sua fonte de renda atual, sem precisar de um contrato de trabalho espanhol. Em troca, é preciso comprovar renda estável e suficiente: como referência atual, em torno de 2.849 € por mês (200% do salário mínimo espanhol, o SMI), com um valor adicional por cada familiar que vier com você. Também costumam ser exigidos a comprovação do vínculo de trabalho, formação ou experiência na área e antecedentes criminais, entre outros. (Os valores são orientativos e se atualizam com o salário mínimo; confirmamos os números e a lista de documentos para o seu caso na consulta.)
O que é o visto não lucrativo e quanto dinheiro é preciso comprovar? +
É o visto para quem quer morar na Espanha sem trabalhar no país, vivendo de meios econômicos próprios — poupança, aposentadoria, renda de aluguéis ou investimentos. É a via clássica de aposentados e rentistas, mas também de quem tem patrimônio suficiente para sustentar um período de transição. A lógica é simples: você demonstra que pode se manter sozinho, sem depender do mercado de trabalho espanhol. Como referência atual, é preciso comprovar cerca de 28.800 € por ano (400% do IPREM, o indicador de renda usado na Espanha), mais cerca de 7.200 € por ano por cada familiar. Atenção a um ponto importante: este visto não autoriza trabalhar na Espanha, então não é o caminho de quem precisa de um emprego local para se sustentar. (Os valores são orientativos e se atualizam periodicamente; vemos se este é mesmo o melhor visto para você e confirmamos os números na consulta.)
O que é o NIE e quando convém solicitar? +
O NIE é o seu Número de Identificação de Estrangeiro, o número único que a Espanha usa para te identificar em praticamente tudo: alugar formalmente, abrir conta bancária, assinar contratos, dar entrada em serviços e fazer qualquer gestão oficial. Sem ele, a sua vida administrativa simplesmente trava. Por isso convém tê-lo o quanto antes — e, dependendo do seu caso e do país onde você está, é possível iniciar o pedido ainda antes de chegar, no consulado, o que economiza um tempo precioso nos primeiros dias. O processo tem etapas, formulários e taxas próprias, e a ordem em que você faz as coisas importa para não ficar travado. Indicamos exatamente como, onde e quando solicitar o seu, conforme o seu caso e o seu calendário de chegada.
O que é o empadronamiento e para que serve? +
O empadronamiento é o seu registro como morador na prefeitura (o ayuntamiento) da cidade onde você vai viver. Parece um detalhe burocrático, mas é uma das primeiras peças que destrava a vida prática na Espanha: você precisa dele para ter acesso à saúde pública, matricular os filhos na escola, renovar documentos e fazer boa parte das gestões do dia a dia. Normalmente se faz apresentando o contrato de aluguel ou um comprovante de moradia e o seu documento de identidade, mas cada ayuntamiento tem as suas exigências, horários e formas de agendar — e é fácil perder tempo indo no lugar errado ou com o papel que falta. Acompanhamos você no processo: dizemos exatamente o que levar, onde ir e em que ordem, para que esse primeiro passo não vire um labirinto.
Quais são as melhores cidades para morar na Espanha sendo estrangeiro? +
Não existe uma resposta única — a melhor cidade depende do seu trabalho, do seu orçamento, do clima que você procura e de coisas práticas como escola para os filhos ou proximidade de um aeroporto. Dito isso, entre quem chega de fora há quatro nomes que se repetem muito: Valência, Alicante, Tarragona e Reus. O que elas têm em comum é uma combinação difícil de bater: costa mediterrânea e bom clima na maior parte do ano, uma comunidade internacional já estabelecida e, sobretudo, um custo de vida e de aluguel bem mais razoável do que Madri ou Barcelona, sem abrir mão de boa infraestrutura. Cada uma tem o seu perfil — Valência é a grande cidade com tudo à mão, Alicante respira praia e tranquilidade, Tarragona e Reus oferecem qualidade de vida a um preço ainda menor. Na consulta cruzamos o seu perfil com o que cada cidade (e cada bairro) oferece e propomos a que melhor combina com você.
Preciso de conta bancária espanhola para alugar e dar entrada nos serviços? +
Na prática, sim. Você vai precisar de uma conta bancária espanhola para domiciliar o aluguel e os serviços básicos — luz, água, gás, internet —, que quase sempre são cobrados por débito automático em conta local. Também facilita receber pagamentos, evitar tarifas de câmbio e simplesmente viver o dia a dia. A questão é que abrir a conta sem ter ainda o NIE ou um endereço fixo pode ser complicado, e cada banco tem as suas exigências para não residentes e residentes. Existem caminhos para resolver isso na ordem certa — inclusive contas para não residentes que servem de ponte até você ter tudo regularizado. Acompanhamos você na abertura e na escolha do banco, e também na hora de dar entrada ou trocar a titularidade dos serviços do seu novo lar, para que nada fique no seu nome de forma errada.
Posso vir com a minha família e matricular meus filhos na escola? +
Sim, e essa é uma das maiores tranquilidades para quem se muda em família. Os principais vistos contemplam o reagrupamento familiar: o cônjuge e os filhos podem vir com você, comprovando um valor econômico adicional por cada membro — é por isso que os números que pedem sobem conforme o tamanho da família. Quanto às crianças, a escolarização na Espanha é um direito, e o sistema público é gratuito e de boa qualidade; existem também opções concertadas e privadas, inclusive escolas internacionais, dependendo da cidade. Na prática, o que costuma gerar dúvida não é se dá para matricular, e sim como: quais documentos a escola pede, como validar o histórico escolar que vem do seu país, os prazos de matrícula e a relação com o empadronamiento. Planejamos tudo isso com você desde a consulta e acompanhamos a matrícula, para que a mudança das crianças seja a parte mais leve do processo, e não a mais angustiante.
Quanto custa viver na Espanha? +
Depende muito da cidade e do seu estilo de vida, mas dá para trabalhar com referências. Fora de Madri e Barcelona — nas cidades que mais recomendamos, como Valência, Alicante ou Tarragona —, uma pessoa sozinha costuma viver com algo em torno de 1.200 a 1.500 € por mês somando aluguel de um apartamento de um quarto, contas, transporte e alimentação; uma família precisa naturalmente de mais, sobretudo pelo aluguel de um imóvel maior. O aluguel é quase sempre o maior peso do orçamento e o que mais varia de uma cidade (e de um bairro) para outro — por isso o comparamos cidade a cidade no nosso artigo sobre as melhores cidades para morar na Espanha. São valores orientativos, não uma promessa: na consulta fazemos uma conta realista para o seu caso, a sua cidade e o seu perfil familiar.
Posso trabalhar na Espanha morando em Portugal? +
É uma dúvida comum de quem já tem (ou está conseguindo) residência em Portugal e olha para o mercado espanhol. A resposta honesta é: depende do seu status. Morar num país da União Europeia não dá automaticamente o direito de trabalhar e residir noutro — o espaço Schengen permite circular, mas trabalhar de forma estável na Espanha tem regras próprias. Quem tem nacionalidade de um país da UE pode, sim, viver em Portugal e trabalhar na Espanha, inclusive como trabalhador transfronteiriço, atravessando a fronteira. Já quem tem apenas uma residência temporária portuguesa não pode simplesmente assumir um emprego na Espanha sem regularizar a sua situação aqui. Como cada caso muda conforme o seu documento, a sua nacionalidade e o seu plano, esse é exatamente o tipo de situação que destrinchamos na consulta, para te dizer o que é possível e qual o caminho mais curto.

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